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Goiânia é 3ª em sinistros pagos

Publicado por O Popular JACÓ COELHO | 03 Jul 2018 - 18:30


Em dez anos, cidade avançou duas posições no ranking das capitais; dos 5.644 pagamentos feitos em 2017, 4.266 foram por invalidez

Com mais vítimas do trânsito, Goiânia passou de quinta para terceira capital no País com maior número de sinistros pagos pelo Seguro DPVAT nos últimos dez anos. Os dados são de boletim divulgado esta semana pela Seguradora Líder, que está à frente das operações no Brasil. 

Além da violência, especialistas acreditam que maior divulgação também impulsiona a procura pelo benefício. Em 2008, a capital goiana foi responsável por 2.734 sinistros. No ano passado, foram 5.644. O destaque é para os casos de invalidez (4.266). 

Já o Estado de Goiás é o que concentra a maior parte dos casos no Centro-Oeste (45%). “O seguro hoje é muito popular para motoristas, passageiros e pedestres. E as pessoas precisam, pois faz diferença”, pontua o especialista em seguros e secretário-geral da seccional goiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO), Jacó Coelho. 

Em momento de vulnerabilidade, o valor, que pode chegar a R$ 13,5 mil (morte ou invalidez permanente) tanto para vítimas quanto para os beneficiários, pode ser ajuda importante num momento difícil, emocionalmente ou financeiramente falando. 

Para a autônoma Taynara Soares da Mata, de 26 anos, o benefício pode representar uma grande ajuda diante das dificuldades que vem enfrentando. Ela perdeu o marido, Marcos Vinicius da Silva, de 20 anos, após a moto em que estava com ele ser atingida por um motociclista que avançou o sinal vermelho num cruzamento no Jardim Europa, no último dia 9. Além da dor da perda, teve o pulmão perfurado, fratura grave no ombro e precisa da ajuda da família para se recuperar. O responsável fugiu sem prestar socorro. 

“Fui atrás do DPVAT, mas tive de contratar um advogado, porque sozinha não tinha como. A expectativa é grande, porque os remédios são caros. Antes, era eu e ele. Agora, só eu tenho de arcar com as contas”, conta Taynara. 

Se todos os documentos estiverem em ordem, o pagamento costuma ocorrer em 30 dias. Que o diga a família do frentista Domingos Aires dos Santos, de 51 anos, que morreu a caminho do trabalho. “O impacto econômico é grande. E, mesmo pouco, o seguro ajuda”, pontua o filho de Domingos, Dérick Henrique de Melo Santos, de 24 anos.

Embora o recurso já esteja disponível, sua mãe ainda aguarda a juntada de documentos. Aliás, o rigor na papelada é um dos pontos de críticas ao seguro, além do baixo valor pago. Há quem opte por processo judicial, por ter casos de vítimas que conseguiram aumento da indenização após perícia médica. 

Por outro lado, as fraudes também preocupam o setor. “É preciso coibir as pessoas que tentam fraudar o sistema quando não têm o direito. Fraude aumenta a sinistralidade e isso volta em cobrança maior do seguro. É preciso conscientização, porque os recursos são limitados”, avalia Jacó Coelho. 

 

Fonte: https://www.opopular.com.br/editorias/economia/goi%C3%A2nia-%C3%A9-3%C2%AA-em-sinistros-pagos-1.1561205?usarChave=true

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